Localizado no sul rural do Ohio e da Virginia, Sempre o Diabo segue um
elenco de magnéticas e bizarras personagens, desde o fim da Segunda
Guerra Mundial até 1960: Willard Russell - veterano atormentado pela
carnificina no Pacífico Sul - que não consegue salvar a sua bonita
mulher, Charlotte, da morte agonizante de um cancro, por mais sangue
sacrificial que derrame sobre o tronco das orações. Carl e Sandy
Henderson, a equipa de marido e mulher assassinos em série, rolando
pelas autoestradas da América, em busca de modelos para fotografar e
exterminar. Roy, o pregador tratador de aranhas e o seu sócio, Theodore,
deficiente e exímio guitarrista. No meio de tudo isto, Arvin Eugene
Russell, o filho órfão de Charlotte, que cresce e se transforma num
homem bom, ainda que também violento.
Ligando a perversão de um Oliver Stone (em «Natural Born Killers») aos cambiantes religiosos e góticos de Flannery O’Connor, Donald Ray Pollock tece os fios da intriga de forma tensa e arrebatadora, revelando a enorme mestria de um novo narrador americano.
Ligando a perversão de um Oliver Stone (em «Natural Born Killers») aos cambiantes religiosos e góticos de Flannery O’Connor, Donald Ray Pollock tece os fios da intriga de forma tensa e arrebatadora, revelando a enorme mestria de um novo narrador americano.

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