Mathea Martinsen é uma idosa com «quase cem anos», que vive sozinha num
pequeno apartamento num bairro sossegado da periferia de Oslo. Mathea
nunca foi boa a lidar com as outras pessoas, exceptuando o seu marido
Epsilon, para quem compunha rimas, baralhava cartas e tricotava dezenas
de «tapa-orelhas» - três coisas em que era bastante boa. Agora, que
sente a morte a aproximar-se e receia não ter deixado nenhum traço de
si, decide finalmente ultrapassar a sua fobia social. Porém, os seus
esforços, heróicos e divertidos, em socializar com vizinhos e pessoas
desconhecidas nem sempre são bem-sucedidos. No fim de contas, a sua
melhor companhia ainda são as recordações e as impressões do mundo que a
rodeia, um turbilhão de memória e sentidos onde imagens do presente e
do passado se confundem, oferecendo ao leitor uma brilhante história de
amor em que a ironia e o sentido de humor se mesclam com a visão
comovente da solidão do indivíduo que se aproxima do seu fim.

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