Desde o século XI que a família Espinoza tem vindo a passar de pai para
filho um manuscrito secreto que contém o segredo da imortalidade. Agora,
passadas trinta e seis gerações, o último descendente desta longa e
ilustre cadeia, Ari Espinoza, não tem um filho a quem o legar. É no
leito de morte que começa a escrever a sua narrativa, na esperança de
salvar a família do esquecimento. As duas grandes fontes de Ari para a
história da sua família são uma arca cheia de documentos amarelos,
herdada do avô, e as histórias do tio Fernando, que em criança o
encantaram e ao irmão Sasha. Falavam do envolvimento dos Espinozas em
alguns dos mais importantes acontecimentos culturais europeus e eram
intercaladas com narrativas de tirania, criatividade e revolta social: o
Portugal medieval, a Espanha de Torquemada, a Amesterdão de Rembrandt, a
Revolução Francesa, a Viena de Freud e os horrores das duas Grandes
Guerras. O Elixir da Imortalidade é um misto de verdade e ficção
que reescreve a história da Europa através de narrativas cheias de
humor, imaginação, escândalos e tragédias que vêm a reforçar a ideia de
que «a única coisa que pode dar a imortalidade aos humanos nesta terra é
a sua capacidade de recordar».

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